Quem tem arritmia vive mais se faz exercício físico

Quando o coração trabalha num ritmo irregular, não é raro aparecerem palpitações e dificuldades para respirar. E é aí que também surge o temor de que qualquer atividade física possa piorar a situação. Mas um estudo norueguês, feito com pessoas acima de 70 anos e diagnóstico de fibrilação atrial, aponta benefícios em incluir os exercícios na rotina de quem tem a condição.

“O trabalho constata que pessoas com fibrilação atrial que fazem exercícios vivem mais do que aquelas com o mesmo problema mas são inativas”, resume o cardiologista José Carlos Pachón, responsável pelo Serviço de Arritmia do HCor, em São Paulo. “Porém, antes de iniciar qualquer treinamento, é importante buscar avaliação e tratamento médico. Só quem tem a arritmia controlada pode se exercitar”, ressalta.

Práticas inadequadas são capazes de provocar o deslocamento de coágulos, mais frequentes devido à doença, e elevar o risco de AVC.

O que pessoas com fibrilação atrial devem fazer ao se exercitar

- Andar por aí: atividades aeróbicas de baixa intensidade, como caminhadas e pedaladas, feitas de forma regular, ajudam no controle da arritmia.

- Fortalecer músculos: exercícios com faixas de resistência e pesos podem ser indicados, com ajustes individuais de volume e intensidade — em geral, menos carga e mais repetições.

- Desacelerar: nos minutos finais do treino, convém diminuir o ritmo. Assim o coração retorna gradativamente à situação de repouso.

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