QUANDO VOCÊ REALMENTE DEVE LEVAR UMA CRIANÇA AO PRONTO-SOCORRO

Febre, tosse, diarreia, náuseas, machucados… Problemas comuns em crianças acabam virando justificativas para que a família corra para o pronto-socorro mais próximo. Contudo, muitas vezes a ida ao ambulatório é desnecessária e expõe o pequeno e seus acompanhantes a doenças potencialmente mais graves por estarem em um ambiente propício à infecção por micro-organismos.

A recomendação da SBP é para que os familiares sempre entrem em contato com o pediatra antes de tomar qualquer atitude. “Os novos meios de comunicação, como o WhatsApp, ajudam”, afirma o pediatra Tadeu Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SBP.

Mas, então, quando levar a criança ao hospital?

Febre: caso não baixe em 72 horas – ou se a temperatura até cair, porém criança continuar apática – é hora de levá-la ao pronto-socorro.

Diarreia: a maior preocupação é quando a criança fica desidratada. Caso isso ocorra, é necessário ir ao serviço de emergência. Os sintomas mais tradicionais da desidratação são lábios e língua seca, diminuição e escurecimento da urina e olhos fundos.

Problemas na respiração: nesses casos, é importante verificar se o pequeno fica ofegante ou parece “cansado” com tarefas triviais, como se tivesse feito alguma atividade física. A fadiga excessiva levanta a suspeita para doenças respiratórias e infecções mais sérias, que justificam uma passada no hospital.

Alergia: A ida a um pronto-socorro só é necessária se houver dificuldade para respirar.

Cortes e quedas: depende muito da extensão da lesão e da quantidade de sangue perdido. É importante ficar de olho se, após um tombo, a criança manifestar sonolência, vômitos, dor de cabeça, abatimento ou qualquer anormalidade.

Intoxicação: sempre vá diretamente ao hospital. Não induza vômitos e tente pegar o rótulo do produto para fornecer ao médico detalhes que poderão ajudar no tratamento.

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