ESTAMOS PREPARADOS PARA O PACIENTE 4.0?

A tecnologia transformou o modo como nos relacionamos e consumimos informação.

No segundo semestre de 2019, o LAL, em parceria com a SAÚDE, realizou uma pesquisa com 2 405 homens de todas as regiões do Brasil e 56% afirmaram que se informam sobre saúde com o médico, 53% no Google, 38% em sites de notícias e 34% pelas redes sociais. Ou seja, precisamos estar onde a população está, oferecendo conteúdo de qualidade sobre temas relacionados à saúde

O paciente 4.0 tornou-se um “agente 4.0”, muito mais informado para argumentar e discutir sobre seu tratamento. A decisão consentida, em que o médico apresentava a ele uma opinião especializada, esperando apenas que fosse aceita ou não, está cada dia mais no passado. Evoluímos para a decisão compartilhada, na qual a opinião do médico, baseada em evidências, é também influenciada pelo paciente, que divide suas preferências e valores. O processo de decisão de um tratamento começa, assim, na evidência científica e termina em quem está recebendo atendimento.

A pergunta que precisamos responder com toda essa transformação provocada pela tecnologia é: estamos preparados para esse paciente 4.0? A escuta é essencial para que ele se sinta acolhido e entendido. Outro ponto crucial é que o profissional entenda sobre acesso e as possibilidades do paciente, inclusive as financeiras, na hora de indicar um tratamento, uma tecnologia ou um medicamento, para que o cidadão não se frustre ao não conseguir que o SUS, seu plano de saúde ou sua conta bancária possam pagar por ele.

Toda a experiência vivida pelo paciente, desde a entrada no serviço médico (público ou privado) até sua saída, ganha ainda mais importância. Ele é o protagonista e o centro do atendimento. Por isso, a abordagem humanizada precisa ser perseguida por todos nós. Além disso, caminhamos para que equipes cada vez mais multi e interdisciplinares estejam envolvidas no atendimento ao paciente.

Te informar, #IssoéCACSS