Mesmo prevenível, câncer de colo de útero ainda faz estragos no Brasil

Recentemente, a apresentadora Fátima Bernardes anunciou em suas redes sociais que se submeterá a uma cirurgia para tratar um câncer de endométrio em estágio inicial. Ele é um dos tipos da doença que acomete o útero, mas não deve ser confundido com câncer de colo de útero, que é mais comum.

“O mais frequente é o de colo, muito por conta da infecção do vírus HPV, que acelera o processo de malignidade das células da região. Quanto mais cedo a detecção, maiores a chance de cura total”, aponta a ginecologista Karen Rocha De Pauw, especialista em reprodução humana pela Universidade de São Paulo (USP). “Já o de endométrio está ligado ao avançar da idade e à obesidade”, completa.

Os tumores no endométrio estão na categoria câncer de corpo de útero, que atingem 6,5 mil mulheres ao ano no Brasil, com cerca de 1,7 mil mortes. Já os de colo de útero somam 16 mil diagnósticos ao ano no Brasil, com 7 mil óbitos registrados. A notícia chega, inclusive, poucos meses depois do lançamento de uma campanha da Organização Mundial de Saúde (OMS) para erradicar o câncer de colo de útero do mundo até 2030.

Se nada for feito nesse período, o número de novos casos ao ano deve aumentar de 570 mil para 700 mil, com as mortes saltando de 311 mil para 400 mil. “É um problema de saúde pública mundial, e os óbitos que ocorrem refletem não só as condições de assistência à saúde, mas a própria condição social do país”, aponta a ginecologista.

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