A NOVA CARA DA CARNE

Reduzir a carne vermelha no dia a dia passou a fazer parte de uma agenda necessária no mundo inteiro. Recentemente, a importância da medida foi reconhecida no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas. Para resumir em poucas linhas, há dados indicando que a atividade pecuária gera mais gases do efeito estufa do que todos os meios de transporte juntos. É aquecimento global na certa — e desastres naturais se aproximando a passos largos.

O cenário favorece uma nova onda: a de hambúrgueres vegetais que prometem características similares às da versão bovina. “Imitar a carne vermelha é uma estratégia inteligente para atender a uma emergência global”, defende a nutricionista Alessandra Luglio, consultora da Fazenda Futuro, que fez barulho ao apresentar o primeiro hambúrguer vegetal nesses moldes — há beterraba na fórmula para remeter até à cor do disco tradicional. Ele está em algumas redes de fast-food e também na parte de congelados de supermercados. Em novembro, a empresa (ou healthtech) surpreendeu de novo, desta vez com uma carne moída à base de plantas.

Para Marcos Leta, sócio-fundador da marca, os produtos são muito democráticos: “Eles agradam tanto os vegetarianos e veganos que sentem falta do sabor da carne vermelha como os onívoros que buscam diminuir seu consumo, independentemente do motivo”.

Alessandra ressalta que é muito difícil mudar completamente hábitos tão enraigados, como o apreço por bife. Daí a vantagem de alternativas que alimentam esse lado afetivo ao mesmo tempo que causam menos impacto no meio ambiente.

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