A eficácia e segurança da vacina contra Covid-19 em crianças e mulheres grávidas

Por razões de segurança, os estudos sobre a vacina Covid-19 começou a ter como alvo adultos e idosos. Mas agora, os pesquisadores começaram a estudar a vacina em outras populações, e os resultados das pesquisas preliminares sobre os agentes imunizantes do coronavírus em gestantes e crianças começaram a aparecer.

Os dados disponíveis até agora são positivos. Em 22 de março, o diretor médico da Sinocav, Geng Zeng, disse em uma coletiva de imprensa que a coronavac é seguro e eficaz para pessoas de 3 a 17 anos.

A declaração foi emitida após o recebimento de ensaios clínicos conduzidos por mais de 550 participantes que receberam vacinas de dose média ou baixa. Zeng também disse que o nível de anticorpos causados pelas injeções é maior em crianças do que em adultos e idosos. No entanto, o estudo ainda não foi publicado em revista científica, o que impede que outros pesquisadores avaliem os dados.

Deve-se lembrar que a infância é menos afetada pela pandemia. Além disso, segundo os estudos de Braian Souza, pediatra da faculdade de Medicina da Universidade de SP (FMUSP), os dados brasileiros mostram que a taxa de mortalidade em 2021 para essa faixa etária é menor do que em 2020.

E as gestantes?

A maior restrição para mulheres grávidas envolve novamente as vacinas com os vírus vivos atenuados. Isso porque existe um risco teórico de que, mesmo que o agente infeccioso presente no agente de imunização esteja enfraquecido, ele possa afetar o bebê.

Mesmo que nenhum ensaio clínico em grande escala tenha sido realizado em mulheres grávidas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a federação internacional de Obstetrícia e Ginecologia (Figo) recomendam que essa população seja vacinada. Nos EUA, aproximadamente 20 mil gestantes que são profissionais da saúde foram vacinadas e não apresentaram complicações.

Para melhorar, resultados preliminares de estudos feitos com mulheres grávidas começaram a aparecer: Um estudo israelense concluiu que, além de serem eficazes para as mães, as vacinas Pfizer e moderna também causam anticorpos contra o coronavírus no leite materno.

Entretanto, o Brasil não tem recomendação oficial sobre isso. A posição atual da sociedade médica é que especialistas e mulheres grávidas tomem decisões juntos e avaliem cada caso separadamente.

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