A VIRALIZAÇÃO DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

O periódico médico The Lancet publicou recentemente uma revisão feita por cientistas do King’s College de Londres sobre o impacto psicológico da quarentena decorrente do coronavírus. Após se debruçar sobre 24 estudos, eles concluíram que a maioria das análises revela repercussões negativas como sintomas de estresse pós-traumático, raiva e confusão.

Os principais fatores por trás do estresse diante da pandemia são o medo da infecção, a duração da quarentena, perda financeira, estigma, frustração, tédio, suprimentos inadequados e informações contraditórias. Crianças e adolescentes parecem estar particularmente em maior risco de estresse pós-traumático.

Mas e os distúrbios alimentares? Como a pandemia afeta suas manifestações? Pessoas com transtornos alimentares têm um alto risco de voltar a encarar o quadro ou ver sua gravidade piorar em uma situação de quarentena e carência de tratamento psicológico e psiquiátrico devido à pandemia.

As mudanças emocionais advindas do estresse das circunstâncias atuais se refletem no comportamento alimentar. As manifestações variam: desde comer excessivamente através do aumento da frequência da alimentação (os beliscadores) ou ter compulsão alimentar até impor restrição calórica severa.

pandemia pelo novo coronavírus é perigosa do ponto de vista da saúde física e mental porque coloca muitos indivíduos em situação de alarme ativo 24 horas por dia. E o corpo humano não foi projetado para viver em estresse crônico — nem para usar os alimentos como conforto.

Para interromper esse círculo vicioso, é imprescindível encontrar atividades que controlem a tensão — e aqui me refiro a exercícios físicos feitos em casa, sessões de ioga e meditação… — e cuidar do cardápio.

Estar com você, #IssoéCACSS