Cuidados com a saúde bucal não tem idade

A população idosa no Brasil vem crescendo nas últimas décadas. É o que os dados do IBGE mostram: de 2012 a 2018, o número de residentes com 65 anos ou mais aumentou. E nesse caso, o que não podemos ignorar é a saúde bucal.

Foi nesse movimento que o Conselho Federal de Odontologia (CFO) reconheceu a odontogeriatria como especialidade em 2002, que contempla as características do envelhecimento na higiene bucal. Hoje, sabemos que a perda dentária não é apenas um fator do envelhecimento, mas também está intimamente relacionada a historia de vida pessoal, situação econômica, alimentação e hábitos de uma higiene. Muitos idosos com mais de 90 anos não têm dentes e a maioria deles precisa de próteses totais.

E é por isso que a manutenção da saúde bucal do idoso e a higiene diária dos dentes e das próteses são de extrema importância. Lembre-se que a escovação mecânica com creme dental é 95% responsável por dentes saudáveis. O uso do fio dental e as visitas regulares ao dentista também devem ser feitas regulamente. Ele poderá avaliar a mucosa oral (considerando a prevenção do câncer), além de avaliar a prótese e o reflexo de medicamentos que podem ser usados continuamente na cavidade oral.

Infelizmente, em nosso país, o envelhecimento ainda é considerado sinônimo de doença. Daí a importância de uma perspectiva ampla e multidisciplinar, que inclua a gerontologia (ciência que estuda o envelhecimento) e a odontologia. Independente da condição bucal – dentes naturais, próteses, implantes, restaurações etc. As pessoas idosas devem realizar um trabalho consciente e preventivo na saúde bucal.

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