Como evitar a perda de massa muscular com o avançar da idade?

Prática regular de exercícios e dieta adequada ajudam a afastar a sarcopenia, a perda de massa e força muscular que se acentua com o envelhecimento

A sarcopenia, como é chamado o processo de perda muscular, é considerada parte natural do envelhecimento, mas exige atenção e cuidados redobrados para preservar a qualidade de vida do idoso, especialmente quando ela vem associada a doenças crônicas.

Os quadros mais graves de sarcopenia estão associados a riscos como quedas frequentes, dependência total de terceiros e até aumento da taxa de mortalidade. A condição torna a pessoa mais suscetível a acidentes e fraturas e compromete a execução de atividades simples do dia a dia.

Mas dá para prevenir ou atenuar a perda de massa muscular? Sim! Duas das estratégias mais importantes nesse sentido são a prática regular de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação balanceada, em que as proteínas não podem faltar.

Manter o corpo em movimento faz a diferença, pois, além de estimular a musculatura, auxilia a evitar as limitações funcionais mais comuns com a idade. Isso inclui uma rotina de atividades aeróbicas e treinamentos de força e resistência.

Quanto à alimentação, uma das palavras-chaves é proteína. O nutriente é essencial à saúde muscular e potencializa os benefícios da atividade física. Se não for possível alcançar a meta individual com as refeições, a suplementação pode ser prescrita pelo médico.

As principais fontes na alimentação são as carnes e os ovos, mas também encontramos proteínas em vegetais como feijão, ervilha e grão-de-bico.

Sabemos que a tendência à inatividade física e o surgimento de doenças crônicas com o envelhecimento tornam o indivíduo ainda mais exposto a uma grave perda muscular.

A sarcopenia é uma questão de saúde pública, ainda mais se lembrarmos que a população de idosos no Brasil é cada vez mais expressiva. As pessoas precisam se mobilizar já. A perda de massa muscular limita a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida. Mas, com acompanhamento médico e mudanças de hábito, podemos virar esse jogo!

Fonte: Saúde Abril